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Índices de inflação e do custo de vida

Updated: Oct 24, 2023

Seguem mais um termo do Dicionário da Atividade Sindical, publicado pelo Dieese para contribuir com as reivindicações dos trabalhadores, trabalhadoras e movimento sindical.

5. Índice de inflação e índice do custo de vida (IPCA, INPC, ICV-DIEESE, IPC-FIPE e outros)

Índices de Inflação e Índices do Custo de Vida são ferramentas da Estatística, que indicam a variação dos preços dos produtos e serviços consumidos pelas famílias. Eles acompanham e refletem a evolução dos preços no varejo: em supermercados, feiras, padarias, açougues, farmácias, consultórios médicos, postos de gasolina, no mercado imobiliário (aluguéis e prestações de casa própria), lojas, concessionárias de serviços públicos (de energia, de transporte urbano, de saneamento) etc. (Ver o verbete nº 1 – “Inflação” – e o verbete nº 2 – “Custo de Vida”).

A rigor, cada família tem um custo de vida diferente. Ele varia conforme os hábitos das pessoas (ex. comem carne ou são vegetarianos?). Varia conforme o tamanho e as características das famílias (são pessoas mais jovens ou são idosos? Têm filhos pequenos?). E conforme diversos outros aspectos (usam o transporte coletivo ou têm veículos próprios de transporte? Filhos estudam em escola pública ou em escola privada? Moram em grandes metrópoles ou em pequenas cidades ou em comunidades rurais?) etc.

O padrão de consumo que é referência para os índices de preços, portanto, não corresponde ao de uma família específica e sim à média dos padrões das diversas famílias.

Por tudo isso, vê-se que um índice do custo de vida é uma estimativa (não é um cálculo matemático), que considera uma família hipotética, de características médias (idade dos seus membros, número de filhos, hábitos de consumo, renda etc.). Por isso e por outros motivos, é normal que uma família específica às vezes sinta que a evolução de seu custo de vida real não esteja exatamente refletida na evolução do índice do custo de vida. Não há como ser diferente.

Como o padrão de vida – e consequentemente o custo de vida – varia principalmente conforme a renda das famílias, é preciso saber, antes de calcular a sua evolução, como as famílias de diferentes níveis de renda gastam seu dinheiro entre os diversos itens de consumo: alimentação, transporte, habitação, educação, lazer, cultura, vestuário, equipamentos domésticos etc.

Isso é obtido por uma Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que deve ser renovada de tempos em tempos (se possível, a cada cinco anos), já que os hábitos de consumo variam com o tempo. Por exemplo: algumas décadas atrás, ninguém consumia a telefonia móvel (celulares); e hoje, quase ninguém nas cidades consome produtos como chapéus e discos de vinil ou fitas de gravador.

Conforme explicado no verbete nº 1 (“Inflação”), geralmente a variação dos preços é medida por um índice de custo de vida. No Brasil, o índice oficial de inflação é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além do IPCA, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), frequentemente utilizado como referência de inflação nas campanhas sindicais e nas negociações coletivas. Outras entidades de pesquisa também calculam seus índices, como o próprio Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que divulga mensalmente o ICV-DIEESE para três estratos de renda familiar do/a trabalhador/a, além do índice geral, para as famílias com renda de 1 até 40 Salários Mínimos. Há também os índices da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e de entidades regionais

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