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Sindicato dos Padeiros de São Paulo inicia Campanha Salarial 2026 no ABC

  • Writer: Assessoria de Comunicação
    Assessoria de Comunicação
  • 23 hours ago
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Começou a luta do Sindicato dos Padeiros de São Paulo por aumento real e avanços nas conquistas sociais para os cerca de 12 mil padeiros, confeiteiros, balconistas e demais trabalhadores do setor de panificação e confeitaria, com data-base em 1º de junho de 2026, que trabalham em aproximadamente mil padarias nas sete cidades do ABC (Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Rio Grande da Serra).


Na sexta-feira, 27 de março de 2026, em Assembleia na subsede do Sindicato em Santo André, foram definidas as mais de cem cláusulas que serão negociadas com o setor patronal no ABC.


Entre as principais reivindicações, o Sindicato lutará pela reposição das perdas causadas pela inflação do período de junho/25 a maio/26 (estimadas em 3,65%), aumento real (acima da inflação) de 5% nos salários, valorização dos pisos salariais e da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados), abono no Dia dos Trabalhadores(as) da Categoria/Dia dos Padeiros (13 de junho), em reconhecimento ao esforço diário da categoria para o crescimento do setor de panificação e confeitaria, e cláusulas específicas para as trabalhadoras que, na base do Sindicato, representam em torno de 60% da categoria.


Por exemplo: o Sindicato lutará para que as padarias e empresas coloquem nos quadros de aviso, com bastante destaque e visibilidade, cartazes incentivando a conscientização e a participação de todos contra os assédios moral e sexual nos locais de trabalho.


Além da Convenção Coletiva de Trabalho, destinada a beneficiar os trabalhadores(as) das padarias menores, o Sindicato negociará acordos coletivos em separado com as padarias e empresas maiores.


A Campanha Salarial 2026 conta com divulgação de materiais de comunicação e presença dos diretores(as) e assessores(as) do Sindicato nas padarias e empresas, informando, mobilizando a categoria e fortalecendo a entidade nas negociações da pauta de reivindicações com os patrões.


“Os trabalhadores e trabalhadoras se dedicam, se esforçam e são os responsáveis diários pela prosperidade das padarias e empresas do setor. É, então, muito justo conquistarmos para eles um reajuste salarial digno, os avanços nos benefícios, as melhorias nas condições de trabalho e uma melhor qualidade de vida para suas famílias. As negociações, porém, não são fáceis, pois o chororô dos patrões costuma ser grande. A união, a organização e a participação da categoria nas mobilizações e assembleias são, portanto, essenciais para enfrentarmos as dificuldades e finalizarmos com sucesso a nossa Campanha Salarial”, argumentou Chiquinho Pereira, presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo.


Contexto histórico


Pedro, vice-presidente, Chiquinho, presidente, e Sandra, secretária-geral


Na Assembleia, Chiquinho Pereira também explicou que a ditadura militar (1964-1985) cassou os nossos direitos e reduziu, inclusive, os pisos salariais da categoria, que hoje poderiam ser muito maiores. A ditadura não foi boa na economia nem no social. Foi covarde, perseguiu, censurou, prendeu, exilou, sequestrou, deu sumiço, matou. “Até hoje há famílias que continuam sem saber o que aconteceu com seus entes queridos desaparecidos, sem poder enterrar seus corpos e sem respostas oficiais definitivas”.


Chiquinho Pereira criticou o governo anterior que, além de tentar aprofundar a reforma trabalhista de 2017, para acabar com os sindicatos, a CLT e os direitos da classe trabalhadora (entre eles a NR-12), privilegiando a classe empresarial e a burguesia, também tentou dar um golpe político para manter-se no poder e impor novamente ao povo brasileiro um regime autoritário. “Se isso tivesse ocorrido, com certeza não estaríamos aqui reunidos em Assembleia defendendo os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Estaríamos, inclusive, em pior situação que a Argentina de hoje sob o governo Milei que reduziu direitos”.


“Os golpistas não querem pagar. Pediram ajuda para os Estados Unidos tarifarem o Brasil e jogarem bombas em nosso País”, afirmou Chiquinho, dizendo que é preciso ter cuidado e saber diferenciar as atitudes e os pensamentos políticos. “Não é tudo a mesma coisa!”.


Para Chiquinho, “só nos regimes democráticos é possível organizar a classe trabalhadora, reivindicar, conquistar melhorias e melhorar a renda do povo brasileiro”. Vale lembrar que o Sindicato dos Padeiros de São Paulo, fundado em 1930, lutou contra os regimes autoritários, participou da redemocratização do Brasil e contribuiu com as conquistas sociais da Constituição Cidadã.


O Sindicato dos Padeiros de São Paulo, enfim, defende as urnas eletrônicas, o processo eleitoral e a eleição de governos e parlamentos democráticos, progressistas e desenvolvimentistas, defende o voto consciente e repudia o assédio eleitoral dos patrões nos ambientes de trabalho, pois é preciso garantir a todos a liberdade de escolha!


Minuto de silêncio!


Chiquinho Pereira, presidente do Sindicato, pediu um minuto de silêncio em respeito e homenagem ao companheiro Hélio


Na Assembleia, também foram feitos um minuto de silêncio e uma salva de palmas ao companheiro Erisvaldo Soares dos Santos, o Hélio, falecido na sexta-feira, 27 de março de 2026. Natural de Pau Brasil, Bahia, nascido em 22/02/1971, Hélio trabalhava no Sindicato dos Padeiros de São Paulo desde 1 de junho de 2002. “Perdemos um parceiro, um amigo muito divertido e trabalhador”, disse Chiquinho Pereira. A diretoria, a assessoria e os funcionários do Sindicato expressam aos familiares do companheiro Hélio os mais sinceros sentimentos e apoio neste momento difícil para todos!



Por Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Padeiros de São Paulo



 
 
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