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A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DO 1º DE MAIO

  • Writer: Assessoria de Comunicação
    Assessoria de Comunicação
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Em maio de 1886, trabalhadores norte-americanos deflagraram uma grande greve geral pela jornada de oito horas; em muitos lugares, os patrões cederam; porém, em Chicago, houve grave confronto/reprodução.


O Dia Internacional do Trabalhador foi criado pela Segunda Internacional Socialista, um congresso realizado em Paris em 1889. A data foi escolhida para homenagear a greve geral de 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.


Milhares de trabalhadores foram às ruas protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.


Sete foram condenados à morte e um deles a 15 anos de prisão. Outros dois tiveram suas penas de morte transformadas em prisão perpétua. Em fins de 1887, foram enforcados Spies, Fischer, Engels e Parsons, o quinto apareceu assassinado na sua cela. Seis anos depois, o processo foi anu lado por conta de suas irregularidades e os três que ainda estavam presos foram libertados.


Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que este dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de Maio foi instituído como o Dia internacional do Trabalhador. Com o passar dos anos, o 1º de Maio passou a ser uma homenagem a todos os mártires que lutaram pela liberdade e pelo fim da exploração capitalista, não só os de Chicago.


No Brasil


Greve Geral de 1917, na qual os padeiros se destacaram.


Na época do Congresso Socialista de Paris, que instituiu o Dia Internacional do Trabalhador, o Brasil tinha deixado de ser um país escravagista havia apenas um ano (1888). Santos foi a primeira cidade brasileira a celebrar o 1º de Maio, somente em 1895.


Já no início do século 20, mesmo sofrendo pesadas repressões, o movimento operário obtém avanços e os patrões começam a ceder. Em 1903, os têxteis do Rio de Janeiro conseguem um contrato que limita a jornada a nove horas e meia. Em 1907, os marmoristas e canteiros (trabalhadores em pedra) se tornam a primeira categoria a conseguir as 8 horas diárias.


Em 1917, há uma greve geral em São Paulo pelas 8 horas. Em 1924, o 1º de Maio no Brasil é declarado feriado nacional. Em 1932, o governo decreta as 8 horas de trabalho diário para os trabalhadores industriais. Sucessivamente outras categorias urbanas conseguem o mesmo. Com o Estado Novo, em 1937, as comemorações do 1º de Maio e os sindicatos passam a ser controlados pelo presidente Getúlio Vargas. A partir de 1945, após o fim da 2ª Guerra Mundial, há um processo de democratização no Brasil. Em 1964, porém, com o golpe militar, os sindicatos e o movimento democrático em geral voltam a sofrer dura repressão.


O longo período ditatorial termina em 1985. Neste mesmo ano, depois de intensas mobilizações, os trabalhadores industriais conseguem a redução de 48 horas para 44 horas semanais em seus contratos coletivos. A Constituição de 1988 consolida para todos os trabalhadores brasileiros as 44 horas.


Com o passar dos anos, nossa luta, sempre em destaque nos eventos públicos do 1º de Maio, passou a ser pela jornada de 40 horas, sem redução salarial, para gerar mais empregos e qualidade de vida para a classe trabalhadora brasileira.


Atualidade


Pomba da paz do artista plástico espanhol Pablo Picasso.


O contexto mundial do 1º de Maio de 2026 é muito grave. Os insanos e poderosos “senhores das guerras” continuam matando inocentes, por exemplo, no Oriente Médio. O sistema capitalista continua explorando a classe trabalhadora.


E ainda há muitos povos sem trabalho, sem renda, sem teto, passando por sérias necessidades, com fome, frio, medo, ou seja, totalmente excluídos! Tudo isso precisa mudar! Nossas vozes precisam ser amplificadas em nome da paz, do desenvolvimento, do meio ambiente e da justiça social.


Saudação à nossa categoria!


Fachada da sede do Sindicato, na Bela Vista, São Paulo, faz referência direta ao 1º de Maio


Para marcar a passagem do 1º de Maio de 2026, o Sindicato dos Padeiros de São Paulo, presidido por Chiquinho Pereira, celebra as conquistas obtidas pelos trabalhadores(as) ao longo dos anos, com reflexão sobre como podemos superar os atuais desafios e conquistar um futuro sempre em direção à paz, à democracia, à liberdade, à justiça, ao desenvolvimento, à felicidade, à solidariedade, à cooperação e à emancipação humana em harmonia com a natureza.


Vale lembrar que a sede do Sindicato, na Bela vista, é representada por um gigantesco número 1º de Maio na fachada, para que população perceba visualmente como respeitamos o valor histórico do Dia Internacional do Trabalhador(a).


Sobre os desafios atuais temos a campanha salarial em andamento para a categoria no ABC, a busca por mais acordos de “Folga quinzenal aos domingos para as Mulheres”, as ações do dia a dia por melhores condições de trabalho e saúde para todos, o fortalecimento da democracia contra os retrocessos, as eleições gerais de outubro, a qualificação profissional dos padeiros e confeiteiros em um mercado de trabalho em expansão e inúmeras outras batalhas, entre elas o combate à precarização, à pejotização e ao feminicídio e a luta pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, e pelo fim da escala 6X1.


Contamos com você nesta jornada de lutas e conquistas! Venha para o Sindicato! Sindicalize-se!


Exposição na Avenida Paulista celebra lutas e vitórias da classe trabalhadora



A central UGT organiza de 1 a 31 de maio de 2026, na Avenida Paulista, em São Paulo, sua tradicional exposição, neste ano com o tema “Isto é conquista: lutas e vitórias do trabalhador brasileiro”, com 30 painéis criados pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga, inspirados no clássico “Metrópolis”, do cineasta Fritz Lang.


Por Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Padeiros de São Paulo

 
 
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