Agosto Lilás: prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher!
- Assessoria de Comunicação
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O Sindicato dos Padeiros de São Paulo, presidido por Chiquinho Pereira, apoia e participa do Agosto Lilás, mês da campanha nacional de conscientização pela prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
A entidade também ressalta a Lei Maria da Penha, que no dia 7 de agosto de 2026 completa 20 anos, como “uma lei que protege” e representa “um compromisso com a vida”, reforçando a importância da informação, da prevenção e da proteção às vítimas.
A campanha busca alertar sobre os diferentes tipos de violência, ajudar na identificação de situações de agressão e divulgar os canais de denúncia e acolhimento.
Entre eles:: o 190 da Polícia Militar (para situações de flagrantes) e o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), que também pode ser acessado pelo seguinte QR Code do Whatsapp (61) 9610-0180.
Feminicídios
De acordo com o Código Penal, feminicídio é o assassinato de mulheres por razões que envolvem violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, foram 1.571 mulheres vítimas de feminicídio em 2025, uma média de quatro mulheres mortas por dia, o maior número desde a criação da lei que incluiu esse crime no Código Penal.
• 96,4% foram cometidos por homens.
• 65,1% das vítimas são negras.
• 56,5% está na faixa etária entre 25 e 44 anos de idade.
• 62,5% foram mortas dentro da residência.
Os crimes foram cometidos por parceiros íntimos (60,9%), ex-parceiros (18,9%) e familiares (12,1%).
Outros indicadores de violência doméstica contra a mulher tiveram alta: mais casos de violência psicológica = 60.830 registros (16,9%), stalking = 123.871 registros (30,1%), descumprimento de medida protetiva de urgência = 132.025 registros (16,7%) e ameaças = 788.531 registros (0,5%). O Brasil teve três tentativas de feminicídio para cada crime consumado ao longo de 2025.
Stalking é o ato de perseguir alguém de forma violenta e obsessiva - pode ocorrer de várias maneiras, inclusive on-line (cyberstalking).
A sociedade brasileira, lamentavelmente, ainda é extremamente patriarcal, autoritária, machista, preconceituosa, racista, desigual, misógina, injusta e violenta.
O feminicídio nasce em razão desta estrutura social arcaica, alimentada por sentimentos de posse, controle e pela dificuldade de aceitar a autonomia e o fim de relacionamentos.
Tipos de Violência!
Física: Espancamento, Atirar objetos, sacudir e apertar os braços, Estrangulamento ou sufocamento, Lesões com objetos cortantes ou perfurantes, Ferimentos causados por queimaduras ou armas de fogo, Tortura.
Sexual: Estupro, Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, Impedir o uso de métodos contraceptivos ou forçar a mulher a abortar, Forçar matrimônio, gravidez ou prostituição por meio de coação, chantagem, suborno ou manipulação, Limitar ou anular o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher.
Psicológica: Ameaças, Constrangimento, Humilhação, Manipulação, Isolamento (proibir de estudar e viajar ou de falar com amigos e parentes), Vigilância constante, Perseguição contumaz, Insultos, Chantagem, Exploração, Limitação do direito de ir e vir, Ridicularização, Tirar a liberdade de crença, Distorcer e omitir fatos para deixar a mulher em dúvida sobre a sua memória e sanidade (gaslighting).
Moral: Acusar a mulher de traição, Emitir juízos morais sobre a conduta, Fazer críticas mentirosas, Expor a vida íntima, Rebaixar a mulher por meio de xingamentos que incidem sobre a sua índole, Desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir.
Patrimonial: Controlar o dinheiro, Deixar de pagar pensão alimentícia, Destruição de documentos pessoais, Furto, extorsão ou dano, Estelionato, Privar de bens, valores ou recursos econômicos, Causar danos propositais a objetos da mulher ou dos quais ela goste.
Vicária: Ameaçar machucar ou matar os filhos para atingir a mulher, Agressão física ou psicológica contra filhos, familiares ou pessoas próximas, Manipular os filhos para rejeitarem ou odiarem a mãe, Impedir ou dificultar o convívio da mãe com os filhos como forma de punição, Utilizar os filhos para transmitir ameaças, chantagens ou ofensas, Sequestrar, ocultar ou reter os filhos para causar sofrimento à mulher, Matar animais de estimação para provocar sofrimento emocional, Ameaçar ou praticar violência contra pessoas da rede de apoio da mulher (pais, irmãos, amigos ou familiares), Provocar sofrimento aos filhos para atingir emocionalmente a mãe, Em sua forma mais extrema, assassinar filhos ou familiares com o objetivo de causar sofrimento permanente à mulher (vicaricídio).
Saiba mais
Conhecer, apoiar e denunciar são formas de combater a violência contra a mulher. Participe da campanha Agosto Lilás!
Entre em contato:
Sindicato dos Padeiros de São Paulo
(11) 3116-7272
Por Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Padeiros de São Paulo

