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Pressão no Senado pela redução da jornada e pelo fim da escala 6X1

  • Writer: Assessoria de Comunicação
    Assessoria de Comunicação
  • 18 hours ago
  • 3 min read

Como deputado federal, Rogério Marinho foi um grande algoz do movimento sindical na “reforma” trabalhista de 2017, na qual foi o relator.


Hoje, no Senado, ele está sabotando a proposta que determina o fim da escala 6X1, reduz a jornada de trabalho e estabelece a jornada 5X2 (dois dias de descanso por semana) como referência nacional, sem redução salarial.


A proposta, aprovada pela grande maioria da Câmara dos Deputados, prevê transição de 60 dias, após a promulgação da PEC, da jornada de 44h para 42h e, após 12 meses, para 40h.


Na contramão deste avanço histórico, conquistado pelo movimento sindical e pelos movimentos sociais para a classe trabalhadora brasileira, o nefasto senador propôs a PEC 12, já chamada de PEC 7X0 ou PEC da Escravidão.


Sua proposta sujeita o trabalhador a salário por hora trabalhada com acordo individual e sem redução de jornada, reduz direitos sociais, fragiliza a negociação coletiva, enfraquece a representação sindical, mantém a 6X1, aumenta a jornada (que pode chegar a 7X0) e deixa o trabalhador sozinho perante os patrões.


Se a PEC 12 for aprovada, o trabalhador poderá ficar sem férias, sem 13º salário, sem FGTS, sem horas extras, sem o descanso semanal remunerado (DSR) e sem os benefícios previstos em Convenções e Acordos Coletivos.


A PEC 12 tem apoio público das confederações patronais CNA (Agricultura), CNC (Comércio), CNI (Indústria), CNT (Transporte) e da Fiesp, que chegaram a publicar, em grandes jornais impressos, com quase 3 mil assinaturas de entidades empresariais, a escandalosa matéria paga “Uma carta para o Brasil que acorda cedo”.


Vamos pressionar os senadores contra a proposta do senador Marinho e cobrar o voto a favor dos trabalhadores e trabalhadoras. Veja os senadores paulistas que devemos pressionar:





Exmo(a). Sr(a).


Parlamentar: Vote SIM à proposta que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para até 40h semanais, sem redução de salário.

Votar SIM é possibilitar que milhões de brasileiros e brasileiras tenham qualidade de vida, com tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso, para o convívio familiar e social, para os estudos, para ter saúde! Votar SIM é um ato de respeito e reconhecimento ao povo trabalhador!

Votar SIM é reconhecer que jornadas mais equilibradas, a exemplo de outros países que já implementaram, tendem a reduzir afastamentos, melhoram o desempenho, diminuem a rotatividade e favorecem a produtividade e o consumo. Votar SIM é bom para todo mundo e um grande passo para um País mais justo!*


Nossa luta é histórica


Os trabalhadores padeiros sempre lutaram por melhores condições de trabalho e jornadas justas.


Foi assim na primeira greve geral no País, em São Paulo, em 1917, com participação da nossa categoria.


Após a fundação do nosso Sindicato, em 1930, a luta pela redução da jornada sempre fez parte da pauta de reivindicações da entidade.


Nos anos 1980, conquistamos a redução da jornada de 48 para 44 horas semanais. Na Constituição Cidadã de 1988 a jornada de 44h foi estabelecida todos os trabalhadores brasileiros.


Os empresários, na época, vinham com a mesma choradeira de hoje, dizendo que reduzir jornada iria “quebrar” o País. Não quebrou nem vai quebrar!


De lá para cá, o nosso Sindicato participou de inúmeras lutas pela jornada de 40h, sem redução salarial: campanhas salariais, manifestações, eventos do 1º de Maio e Conferências da Classe Trabalhadora (Conclat).


Ulisses Guimarães,em 5 de outubro de 1988, dia da promulgação da Constituição Federal


Chiquinho Pereira, presidente do Sindicato e diretor da UGT, na Conclat de 2022

 
 
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